longe de onde? / primavera de sampa

22/11/2011 ás 6:03 pm | Na categoria Uncategorized | Publicar um comentário

Eu gostava que a minha vó atendia o telefone dizendo: “Pronto?”

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Mallu ta cada vez mais João Gilberto. Karina Buhr, Caetano (Gil?).

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A pitanga é a moranga em potencial, que floresceu rápido demais, madurou, terra abaixo foi, ganhou densidade e… virou abóbora.

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na noite anterior à viagem de ônibus, sonhou que escapava de dois desastres de avião.

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Chorar é expelir dor em forma de lágrima. Num produto de água com sal. Lavar a louça com água e lágrimas. Lavando as lentes dos óculos com os olhos.

Falando nisso… vou ali lavar a loiça.

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to ensaiando uma volta aos palcos… digo, aos blogs. chega de entregar minhas besteiras de graça no Facebook (!!! faz-me rir).

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O Facebook é engraçado, pouquíssimas pessoas têm coragem de te mandar calar a boca assim, “na cara”. Na cara?

Por que ninguém me manda calar a boca?

no R7, dia 7 de maio de 2010

24/05/2010 ás 6:38 pm | Na categoria Uncategorized | Publicar um comentário

Comentário: Arrastada, Viver a Vida traz os personagens mais “sem vida” de Maneco

Helena chata e propagandas excessivas fazem ritmo da novela piorar a cada dia

É curioso lembrar de como foi o início de uma telenovela quando ela está chegando ao fim. Essas tramas tão tipicamente latino-americanas acompanham nosso cotidiano de forma tão intensa que, quando chegam ao fim, podemos analisar seus personagens como analisamos aqueles colegas de trabalho ou estudo que conhecemos seis meses atrás, e em relação a quem nutrimos, voluntariamente ou não, as mais diversas expectativas.

Será que elas se confirmaram? Será que nos frustramos com eles? No caso de Viver a Vida, de Manoel Carlos, o sentimento de decepção é generalizado, e só desejamos mesmo é que a novela acabe logo.

Peguemos a suposta protagonista, Helena (Taís Araújo), como exemplo. Nunca na história das novelas de Manoel Carlos houve uma Helena tão chata e afetada quanto essa. Mas quando a novela começou isso era apenas uma suspeita, afinal, bons telespectadores que somos (os brasileiros), tínhamos esperanças de que a moça tomasse jeito, amadurecesse, arrumasse um bom partido… Mas não: ela se casou com o maior galinha da trama (Marcos/José Mayer); cresceu o olho em cima do Bruno (Thiago Lacerda) logo em seguida; causou o acidente da Luciana (Alinne Moraes); fez futrica com a ex do marido, Tereza (Lília Cabral); e ainda saiu no tapa com Dora (Giovanna Antonelli), mas aí foi merecido mesmo.

Nunca na história das novelas de Manoel Carlos, tampouco, houve tanto merchandising constrangedor durante as cenas. Não há biscoitinho, celular ou batom em que as personagens ponham a mão sem que junto levemos na cara uma propaganda mal-encaixada, como se aquilo fosse a coisa mais natural do mundo. Muitas vezes as cenas parecem ter sido escritas com o único propósito de encaixar um “merchã” no meio, uma coisa estapafúrdia e completamente desnecessária. Será que o autor não percebe que isso queima o filme? Será que a produção de maior audiência da emissora realmente precisa de tantos merchandisings?

A partir disso, chegamos a outro ponto esdrúxulo de Viver a Vida (e das novelas contemporâneas em geral): o excesso de personagens inúteis. Viver a Vida tem um “mininúcleo” que é um exemplo assustador disso: o restaurante Gengibre, cujo dono, Bernardo (Bruno Perillo), quase não aparece (mas ele tampouco importa). É sua namorada, Clarisse (Cecília Dassi), quem protagoniza juntamente com suas amiguinhas as cenas mais sem pé nem cabeça da novela, cujo propósito é um enigma. Ela e as colegas parecem simplesmente comentar os acontecimentos dos outros núcleos da novela, que, por sinal, também não são nada interessantes. Isso é para você, leitor, ter uma ideia da vida que eles andam “vivendo” na novelinha.

Há (poucas) exceções, é claro. Viver a Vida, com sua trama paralisada, sua falta de ritmo, seus personagens sedentários e tagarelas, não é um exemplo digno do trabalho de Manoel Carlos, autor de deliciosas histórias burguesas-cariocas como Por Amor, Laços de Família, Páginas da Vida, Felicidade… A grande Lília Cabral, que em Páginas da Vida encarnou Marta, um dos personagens mais extraordinários dentre todas as novelas de Manoel Carlos, não consegue se livrar da imagem de canastrona na pele da desocupada ex-modelo Tereza. Mas Natália do Vale, por outro lado, tem protagonizado as melhores cenas da trama na pele da inconformada Ingrid (a recente briga entre ela e Tereza, por sinal, foi um show de talentos e um momento de frescor para Lília).

Luciana, que acabou por virar a “Helena” de Viver a Vida, tem se mostrado uma boa atriz, mas ainda precisa aprender a controlar o histrionismo. Mateus Solano (Miguel/Jorge), então, nem se fala. É irritante o “bom-pracismo”, a simpatia exacerbada de Miguel, assim como é um artificial o mau-humor ininterrupto de Jorge.

José Mayer é um enigma: o ator é realmente um canastrão irrecuperável ou, lembrando de alguns de seus bons papéis no passado, é Marcos quem pede aquele constante ar de cafajeste? Fica a dúvida.

Bruno (Thiago Lacerda) nem mereceria comentários, mas lá vai: ele é o par perfeito para Helena, já que, como ela, beira o insuportável, com aqueles sorrisos exagerados, aquele amor exagerado, aquele bom-mocismo exagerado, enfim, ele é realmente um saco.

Pra acabar: os melhores momentos de Viver a Vida têm ficado a cargo de seus vilões, e mesmo assim está difícil acompanhar a novela todos os dias. Ritmo arrastado, muito falatório, atuações fora do tom… nem o charmoso, idílico, bossa-novístico e sempre rico Leblon de Manoel Carlos faz mais sentido (as piadas do programa Casseta & Planeta com os cafés da manhã caríssimos e exagerados da novela fazem todo sentido).

Viver a vida é isso? Esse povo precisa levar uns chacoalhões pra aprender a viver a vida de verdade. Não é à toa que está todo mundo esperando o início de Passione, de Silvio de Abreu. Agitação, São Paulo, italianês, movimentação, luxúria e intriga! E chega de Leblon.

no R7, dia 1º de maio de 2010

24/05/2010 ás 6:35 pm | Na categoria Uncategorized | Publicar um comentário

Vanessa da Mata recebe convidadas e reafirma status de “cantora do primeiro escalão”

A matogrossense foi anfitriã de Mallu Magalhães, Maria Gadú e Dona Ivone Lara em São Paulo

A cantora Vanessa da Mata subiu ao palco do Via Funchal, em São Paulo, por volta das 22h30 da última sexta (30) sob luz negra e por trás de um imenso véu preto. Só era possível enxergar os movimentos de seu longo vestido, que parecia de neon. O público que lotou as mesas da casa vibrava.

Quando as luzes se acenderam, percebia-se que o vestido não era fluorescente, mas sim rosa. Ou vermelho? Ou laranja? Enfim, o longo que a cantora mexe e balança durante todo o show, evocando uma espécie de Clara Nunes, era uma mistura de todas essas cores.

Os galhos com flores iluminadas que compõem o cenário são simples e eficazes, mudando de tom e de profundidade conforme a iluminação. Mais do que o esperado, Vanessa, seu vestido, seu quarteto e seu cenário empolgam um público que parece saber cantar todas as letras e vibrar com cada movimento da cantora, que em determinado momento simplesmente senta no chão e deixa que a galera leve Ainda Bem quase inteirinha.

E, para a surpresa de quem estava “por fora” do enorme sucesso de Vanessa, a lista de hits traz também Amado (do jovem compositor Marcelo Jeneci), Eu Sou Neguinha? (Caetano Veloso), Último Romance (Rodrigo Amarante, do Los Hermanos) e sucessos autorais da moça, como Boa Sorte/Good Luck (originalmente gravada em dueto com Ben Harper), Vermelho, Fugiu com a Novela e a dançante Ai, ai, ai.

Mulheres brasileiras

A primeira convidada é Mallu Magalhães, com seu amadurecimento acompanhado de perto pelo público, como num reality show da vida, e cujo visual “menininha” tem ficado cada vez mais para trás. Shine Yellow, o primeiro reggae da carreira de Mallu, combina muito bem com a anfitriã Vanessa da Mata, que no comecinho de sua carreira, nos anos 1990, cantou em bandas de reggae e passou um tempo na Jamaica. Em seguida Mallu toma o violão para dividir os vocais em Quando um Homem Tem uma Mangueira no Quintal, pérola de Vanessa.

Maria Gadu extrai ainda mais aplausos do público ao subir no palco. De calça justa, tênis, paletó, óculos de grau e cabelos bem curtinhos, a dona do megahit Shimbalaiê (que ficou de fora da noite) parece um menino quando vista de longe. E esbanja um misto de simpatia e timidez enquanto solta seu vozeirão ao lado de Vanessa.

A sambista carioca Dona Ivone Lara chega ao palco em uma cadeira de rodas e é responsável pelo momento mais emocionante da noite: é aplaudida de pé pela plateia, emocionada com a força da mulher de 89 anos que, além de trabalhar como enfermeira a vida toda, compôs sambas marcantes como Sonho Meu e Alguém Me Avisou, ambos cantados com emoção por Vanessa, Mallu, Maria Gadú e muitos dos presentes.

Ao final do show, no camarim, uma receptiva Vanessa revela que recentemente comprou uma “casa colonial, que todo mundo acha estranha, antiga” em Alto Garças, a cidadezinha escondida no meio do Mato Grosso que ela deixou aos 14 anos para estudar, prestar vestibular para Medicina, jogar basquete profissionalmente, ser modelo e, finalmente, tornar-se compositora e cantora de sucesso.

Em nove dias ela começa a gravar um novo disco, o quinto de sua carreira, com os produtores e parceiros Kassin e Mario Caldato Jr.; o show Mulheres Brasileiras, que também teve convidadas como Fernanda Takai, Mariana Aydar e Alcione e faz escala em várias capitais brasileiras, deve virar um DVD em breve.

no R7, dia 2 de maio de 2010

24/05/2010 ás 6:33 pm | Na categoria Uncategorized | Publicar um comentário

Otimismo e quebra de tabus amorosos marcam o novo filme de Woody Allen

Em Tudo Pode Dar Certo, o diretor americano cria uma ciranda amorosa sem preconceitos

- Minha história é: qualquer coisa que funcione. Contanto que não machuque ninguém. Contanto que você possa tirar um pouco de alegria desse mundo cruel, sem sentido, desse caos. Essa é a minha história. 

Começa assim, com Boris Yelnikoff (Larry David) falando com a câmera (e conosco, telespectadores), o novo filme de Woody Allen em cartaz nos cinemas, Tudo Pode Dar Certo, cuja tradução errônea para o português tira o sentido da frase acima, dita pelo rabugento Boris em um inesperado momento de otimismo: “qualquer coisa que funcione tá valendo!”, ou algo assim.

Voltando para casa, Boris topa com Melody (Evan Rachel Wood) dormindo na calçada. A ninfeta sulista e ingênua pede algo para comer, um lugar para ficar… e em pouco tempo estará morando com Boris e casada com ele (alguma lembrança do gosto de Woody Allen por garotas novinhas, quase meninas? Lembremos do filme Manhattan, ou melhor: lembremos da própria vida do diretor).

Boris é uma versão mais mal-humorada e sarcástica do personagem típico de Allen, quase sempre vivido por ele mesmo em seus filmes. Aqui, o alter-ego do diretor é um físico aposentado manco e solitário, divorciado da primeira mulher e vivendo sozinho no centro de Nova York. O aparecimento de Melody, então, será o motivo das mudanças que passam a acontecer em sua vida monótona e repetitiva como professor de xadrez para crianças nada entusiasmadas.

- No fim, as aspirações românticas da nossa juventude são reduzidas ao que pode dar certo.

A expressão em inglês que dá nome ao filme, Whatever Works, acaba sendo usada por Boris para o bem e para o mal. Do tipo: a gente se adapta ao que pode dar certo, àquilo que funciona. O que é bom. Mas muitas coisas em nossa vida também se resumem só àquilo que funciona, a qualquer coisa. O que é ruim. Confuso? O pensamento de Boris, esse velhote “louco” que fala para uma câmera imaginária, é uma confusão, acredite.

A história toda começa a mudar com a chegada de Marietta (Patricia Clarkson), a aparentemente careta mãe de Melody que vem do sul buscar a filhinha. Em pouco tempo, porém, um amigo de Boris descobre seu talento como fotógrafa, incentiva a atividade e abre um novo mundo para ela. Logo vemos Marietta completamente mudada, fazendo sucesso como artista e vivendo com dois homens. E Allen quebra mais um tabu nas relações: a poligamia bem-resolvida.

Chega então o ainda mais careta John (Ed Begley Jr.), pai de Melody, em busca de sua filha. E rapidamente Woody Allen tira o velho sulista do armário e John começa a namorar um homem, amigo de Boris e da atual fotógrafa e ex-mulher, Marietta.

Melody acaba se separando de Boris (desde o início do filme um casamento que parecia fadado ao fracasso, dado o gênio “difícil” do protagonista) e se rende aos encantos e às investidas do lindo e jovem Randy (Henry Cavill). E, para fechar o “círculo” amoroso, Boris tenta se matar pulando da janela (pela segunda vez, já que ele ficou manco quando tentou pela primeira), cai em cima de uma mulher, não morre (novamente) e eles se apaixonam.

E, depois de todo esse “troca-troca”, dessas histórias de amor em princípio inverossímeis e meio absurdas, o filme termina divertido e bem mais otimista (na medida do possível) do que começou. Dando a mensagem (a quem quiser captar) de que o que importa mesmo na vida é ser feliz ao lado de alguém. O que importa mesmo, para Woody Allen (e para o mundo), é o amor. Ou, como repete Melody, boa aluna que é, no meio do filme:

- Pessoal, como Boris diria: qualquer coisa que dê certo!

no R7, dia 17 de abril de 2010

24/05/2010 ás 6:29 pm | Na categoria Uncategorized | Publicar um comentário

Bethânia canta Zezé di Camargo e Bruno & Marrone em novo show

A cantora baiana está de volta a São Paulo com a turnê Amor, Festa, Devoção

Com casa lotada e 15 minutos de atraso, Maria Bethânia subiu ao seu palco mais costumeiro em São Paulo, o Citibank Hall – antigo Palace, em Moema -, frente a uma cortina de rosas vermelhas e acompanhada por seis músicos.

Amor, Festa, Devoção é o nome do atual show, amparado pelos dois lançamentos mais recentes da cantora baiana, Tua e Encanteria, de 2009. A turnê já tinha passado por São Paulo em dezembro, com três apresentações concorridíssimas no teatro Abril, no Centro.

De volta para mais três shows em 2010, o espetáculo teve de ser prorrogado em outras duas noites, dada a procura e a “devoção” do público à cantora.

Tua e Encanteria são definidos pela artista como um disco de “amor” e outro de “festa”, respectivamente. E no palco descobrimos que a “devoção” do espetáculo se dirige, especialmente, à mãe de Bethânia (e de Caetano), Dona Canô, atualmente com 102 anos – e completamente lúcida.

Sucessos não faltam a um repertório de mais de 40 anos de carreira: estão lá Queixa, Reconvexo e Não Identificado, do irmão Caetano; Vida, de Chico Buarque; as clássicas na voz de Bethânia, Explode Coração, de Gonzaguinha, e Ronda, de Paulo Vanzolini; além de inéditas de Adriana Calcanhotto, Paulo César Pinheiro, Chico César & Paulinho Moska e Roque Ferreira, entre outros.

Naturalmente dividido em “blocos musicais”, o show tem seu momento romântico, outro de festejos, outro mais religioso e devoto e, talvez o mais bonito e mais melancólico deles: um momento caipira, da viola, dedicado por ela aos cablocos do Brasil e à cultura sertaneja, um mundo cada vez mais distante e “ameaçado por um progresso vazio”, nas palavras da diva.

É aí que entra o inesperado. Com uma bela introdução de piano, Bethânia começa a cantar É o Amor, para o delírio do público. O megasucesso de Zezé di Camargo & Luciano foi gravado por ela no disco A Força que Nunca Seca (1999) e, neste show, é marcado por mais uma surpresa. Quando ninguém espera, Bethânia inclui um trechinho de outro sucesso sertanejo na canção, Vai dar Namoro, da dupla Bruno & Marrone.

Bethânia, com olhar matreiro e um sorrisinho na boca, canta o refrão “do jeito que você me olha, vai dar namoro” e a plateia, novamente, desaba em palmas e gritos. “Maravilhosa!”, “Diva!”, “Linda!”, “Gostosa!”. Não há palavras suficientes para expressar o amor, a festa e a devoção do público à intérprete baiana.

Maria Bethânia se apresenta novamente no Citibank Hall neste sábado (17), às 22h.

Motriz

24/05/2010 ás 6:23 pm | Na categoria Uncategorized | Publicar um comentário

Embaixo a Terra, em cima o macho, o céu… E, entre os dois, a ideia de um sinal traçado em luz. E em tudo a voz de minha mãe… E a minha voz, dela… A tarde dói… De tão igual. A tarde que atravessa o corredor. Que paz! Que luz que faz! Que voz…. Que dor… Que doce amargo cada vez que o vento traz a nossa voz que chama verde do… Canavial, canavial! E nós mãe: Candeias, motriz! Aquilo que eu não fiz e tanto quis é tudo o que eu não sei mas a voz diz, e que me faz, e traz, capaz de ser feliz pelo céu, pela terra, a tarde igual pelo sinal, pelo sinal, e nós, mãe… A penha – Matriz! Motriz… Matriz…. Motriz…

do irmão pra mãe pela voz da irmã. dos irmãos pra mãe, dos filhos… na voz rascante da irmã, de uma delas: maria bethânia, ‘motriz’, com letra de seu irmão, caetano.

(re)lembrei no ‘música é perfume’, documentário sobre bethânia que vi agora, dirigido pelo francês georges gachot. bonito, e sensível. perspicaz.

agora no trabalho novo

14/04/2010 ás 7:32 pm | Na categoria Uncategorized | Publicar um comentário

o primeiro texto ‘maior’ no meu novo trabalho: os 50 anos de Renato Russo!

até voltei a ouvir os cds. e lembrei com carinho daquela época, bem início dos anos 90, quando eu me lembro de realmente ter prestado atenção na legião e no renato russo pela primeira vez. uma amiga da minha irmã colecionava todos os LPs, que exibia com orgulho. o renato russo no programa livre. as músicas na rádio. os shows polêmicos, sempre bafos. renato russo foi um grande artista, falem bem ou mal. e faria apenas 50 anos…

do dia em q ele morreu me lembro bem: 1º colegial, na minha sala tinha uma garota muito fanática pela banda e, especialmente, pelo renato. recitava trechos de músicas nas conversas, era sacaneada por boa parte da classe, apaixonada, obcecada, defensora de renato e de sua já moribunda-banda. aline.

aline, onde quer que vc esteja, esse é pra vc!

‘Trovador urbano’ Renato Russo faria 50 anos neste sábado (27)

saiu no www.r7.com dia 27/3/2010.

Os Abraços Partidos

14/04/2010 ás 7:11 pm | Na categoria Uncategorized | Publicar um comentário

[isso foi pro guia da mostra internacional de cinema de sp de 2009, da folha; como falar direito de um filme em tão curto espaço? e sem ser passional demais?]

Novamente, e talvez mais do que nunca, Almodóvar presta uma homenagem ao cinema e ao ofício de fazer  filmes em “Os Abraços Partidos”, seu quarto longa com Penélope Cruz, e pontuado por rápidas aparições de algumas de suas divas, como Rossy de Palma e Chus Lampreave.

Harry Caine é cego e trabalha como escritor, mas antes de perder a visão era um talentoso diretor de cinema. É seu passado com a amante e atriz Lena (Penélope Cruz) que o filme nos mostra, com clima de suspense _deliciosamente guiado por Almodóvar e pela trilha “hitchcockiana” de Alberto Iglesias_, cenários e figurinos incríveis e um final emocionante, venerável à arte de contar histórias _em detrimento de produtores de cinema mercenários.

Com novo álbum à vista, Little Joy retorna a São Paulo

14/04/2010 ás 7:00 pm | Na categoria Uncategorized | Publicar um comentário

[Folha, Ilustrada, 14/8/2009]

Fruto da amizade do “hermano” Rodrigo Amarante com o “stroke” Fabrizio Moretti, o trio Little Joy _cuja terceira ponta é a norte-americana Binki Shapiro, namorada de Moretti_ volta hoje a São Paulo com aura de grande banda em um show para 6.000 pessoas, no Via Funchal.

Com um disco de cerca de meia-hora de duração a tiracolo, lançado em 2008, a banda escalou alguns amigos para abrirem seus shows no Brasil: o nova-iorquino Adam Green, da mesma safra que revelou bandas como Yeah Yeah Yeahs e The Strokes, e o grupo The Dead Trees, cujo indie rock agrega elementos do folk e da música country.

“Eu e a Binki fomos para Nova York enquanto o Fabrizio está gravando o disco novo com os Strokes, e estamos escrevendo músicas novas para um novo disco ou EP, ainda não sabemos”, afirma Amarante. Ao lado de alguns covers, de nomes como The Kinks e a inglesa Helen Shapiro, a banda deve mostrar novas composições neste show.

De van e ônibus, o Little Joy fez duas turnês pelos EUA e uma pela Europa, do ano passado para cá. Só com o grupo The Dead Trees foram cerca de 50 apresentações. “Recentemente abrimos o show do Jarvis Cocker, do grupo Pulp, e a partir de setembro saímos em turnê com a pianista Regina Spektor pelos EUA”, diz Amarante, que também trabalhou nos discos novos de Devendra Banhart (“What Will We Be”) e de Adam Green, ambos previstos para este ano.

“Nas músicas novas do Devendra toquei clarinete, órgão, charango, percussão, guitarra (…) Fico lá no estúdio com ele e falo ‘essa música podia ter isso ou aquilo’, mais ou menos a mesma coisa que fiz no próximo disco do Adam’”, completa.

Outro “hermano” na cidade é Marcelo Camelo, que toca entre hoje e domingo no Sesc Pompeia, com ingressos esgotados.

14/04/2010 ás 6:46 pm | Na categoria Uncategorized | Publicar um comentário

Tetine

“From a Forest Near You”

Gravadora: Slum Dunk Music

[texto originalmente feito pra Ilustrada do início de março de 2010. mas aí eu cheguei na redação e não consegui abrir o pen-drive de jeito nenhum e fiz - juro - um novo e tosco texto em menos de meia hora. foi tenso]

 

Tetine aposenta o ‘batidão’ e volta às origens electro

Novo disco da dupla radicada em Londres traz 14 faixas que resgatam a ‘dance’ experimental de seus primeiros CDs

“Punk funk mutante tropical” é o termo usado por Bruno Verner para definir a sonoridade do novo disco do Tetine, dupla criada por ele e sua mulher, Eliete Mejorado, e baseada em Londres há mais de dez anos.

“From a Forest Near You”, seu décimo disco de estúdio, marca o retorno ao electro oitentista e experimental que sempre foi característica do Tetine, projeto que desde o início flertou com o “art rock” e investiu em shows performáticos, incontáveis vezes realizados em vernissages em galerias de arte _a dupla, por sinal, tem um disco inteiro feito em parceria com a artista francesa Sophie Calle, ”Samba de Monalisa” (2002).

“O disco não deixa de ter uma sonoridade pós-punk, que é de onde viemos originalmente, mas existe ali também uma carga tropical inerente”, diz o mineiro Bruno.

Funk

Os dois álbuns anteriores do duo, “Bonde do Tetão” (2004) e “Let Your X’s be Y’s” (2008), foram em outra direção: investiam em faixas de funk carioca desbocado, diretamente inspirado no estilo de cantoras como Tati Quebra-Barraco e Deise Tigrona. A volta a uma música mais climática talvez reflita o período em que foi gravado, quando Eliete estava grávida (a primeira filha do casal, Yoko, nasceu em fevereiro). “Mas uma vez Flamengo, sempre Flamengo”, afirma a cantora, em relação ao funk do Rio de Janeiro.

A faixa-título, primeira do disco, mistura baixo retrô aos “beats” e à voz envolvente de Bruno, e é o mesmo tipo de produção dançante e com ares de “faça você mesmo” do primeiro disco do Cansei de Ser Sexy, de 2006. Outra banda brasileira que decidiu fazer música em inglês e livre de instrumentos como pandeiro ou cavaquinho.

No lugar deles, “cowbells” (instrumento de percussão), sintetizadores caseiros, bateria eletrônica e alguns bongôs. “Shiva”, o outro single do disco que já tem videoclipe, é levada pela voz de Eliete e, novamente, traz linha de baixo marcada e dançante.

Lançado pela gravadora inglesa Slum Dunk, o álbum, assim como o antecessor, não deve ter lançamento no Brasil. Indagado se o Brasil não entende o Tetine, Bruno desconversa: “Acho que alguns discos que a gente lançou poderiam ter uma saída grande aí, nem tudo o que fizemos é experimental”, reflete ele, que deve vir ao país no meio do ano, para um “projeto de arte”.

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