no R7, dia 1º de maio de 2010
24/05/2010 ás 6:35 pm | Na categoria Uncategorized | Publicar um comentárioVanessa da Mata recebe convidadas e reafirma status de “cantora do primeiro escalão”
A matogrossense foi anfitriã de Mallu Magalhães, Maria Gadú e Dona Ivone Lara em São Paulo
A cantora Vanessa da Mata subiu ao palco do Via Funchal, em São Paulo, por volta das 22h30 da última sexta (30) sob luz negra e por trás de um imenso véu preto. Só era possível enxergar os movimentos de seu longo vestido, que parecia de neon. O público que lotou as mesas da casa vibrava.
Quando as luzes se acenderam, percebia-se que o vestido não era fluorescente, mas sim rosa. Ou vermelho? Ou laranja? Enfim, o longo que a cantora mexe e balança durante todo o show, evocando uma espécie de Clara Nunes, era uma mistura de todas essas cores.
Os galhos com flores iluminadas que compõem o cenário são simples e eficazes, mudando de tom e de profundidade conforme a iluminação. Mais do que o esperado, Vanessa, seu vestido, seu quarteto e seu cenário empolgam um público que parece saber cantar todas as letras e vibrar com cada movimento da cantora, que em determinado momento simplesmente senta no chão e deixa que a galera leve Ainda Bem quase inteirinha.
E, para a surpresa de quem estava “por fora” do enorme sucesso de Vanessa, a lista de hits traz também Amado (do jovem compositor Marcelo Jeneci), Eu Sou Neguinha? (Caetano Veloso), Último Romance (Rodrigo Amarante, do Los Hermanos) e sucessos autorais da moça, como Boa Sorte/Good Luck (originalmente gravada em dueto com Ben Harper), Vermelho, Fugiu com a Novela e a dançante Ai, ai, ai.
Mulheres brasileiras
A primeira convidada é Mallu Magalhães, com seu amadurecimento acompanhado de perto pelo público, como num reality show da vida, e cujo visual “menininha” tem ficado cada vez mais para trás. Shine Yellow, o primeiro reggae da carreira de Mallu, combina muito bem com a anfitriã Vanessa da Mata, que no comecinho de sua carreira, nos anos 1990, cantou em bandas de reggae e passou um tempo na Jamaica. Em seguida Mallu toma o violão para dividir os vocais em Quando um Homem Tem uma Mangueira no Quintal, pérola de Vanessa.
Maria Gadu extrai ainda mais aplausos do público ao subir no palco. De calça justa, tênis, paletó, óculos de grau e cabelos bem curtinhos, a dona do megahit Shimbalaiê (que ficou de fora da noite) parece um menino quando vista de longe. E esbanja um misto de simpatia e timidez enquanto solta seu vozeirão ao lado de Vanessa.
A sambista carioca Dona Ivone Lara chega ao palco em uma cadeira de rodas e é responsável pelo momento mais emocionante da noite: é aplaudida de pé pela plateia, emocionada com a força da mulher de 89 anos que, além de trabalhar como enfermeira a vida toda, compôs sambas marcantes como Sonho Meu e Alguém Me Avisou, ambos cantados com emoção por Vanessa, Mallu, Maria Gadú e muitos dos presentes.
Ao final do show, no camarim, uma receptiva Vanessa revela que recentemente comprou uma “casa colonial, que todo mundo acha estranha, antiga” em Alto Garças, a cidadezinha escondida no meio do Mato Grosso que ela deixou aos 14 anos para estudar, prestar vestibular para Medicina, jogar basquete profissionalmente, ser modelo e, finalmente, tornar-se compositora e cantora de sucesso.
Em nove dias ela começa a gravar um novo disco, o quinto de sua carreira, com os produtores e parceiros Kassin e Mario Caldato Jr.; o show Mulheres Brasileiras, que também teve convidadas como Fernanda Takai, Mariana Aydar e Alcione e faz escala em várias capitais brasileiras, deve virar um DVD em breve.
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